top of page

Minha analista vai me dizer o que devo fazer?

Foto do escritor: Enlace - Clínica e Psicanálise
Enlace - Clínica e Psicanálise
28 de set.
2 min de leitura

Minha analista vai me dizer o que devo fazer?

Devo ou não trancar a faculdade? Será que é melhor pedir demissão? Termino meu relacionamento ou sigo tentando um pouco mais? Muita gente chega à terapia esperando que a analista vá, em algum momento, dizer o que é preciso fazer, qual a melhor decisão a tomar.

Numa conversa entre amigos, estamos acostumados a receber conselhos, opiniões, possibilidades de solução, o que muitas vezes aplaca a angústia de tomar uma decisão e, consequentemente, encarar as consequências! Não é incomum buscarmos garantias num mundo onde nada está dado e tudo é incerto. E nessa trilha, muitos acabam acreditando que é o outro quem detém o saber sobre nós mesmos, seja esse outro um amigo, um familiar ou… um terapeuta.

Nesse sentido, a psicanálise propõe algo diferente. A escuta analítica não tem como objetivo dizer o que é certo ou errado e muito menos oferecer um caminho a ser seguido. Essa é uma busca singular e única para cada sujeito e, claro, nem um pouco livre de angústia. Porém, é na constante investigação sobre o próprio desejo, sobre aquilo que pulsa e provoca cada pessoa a seguir em frente, que é possível escolher — e claro, arriscar! — com mais liberdade. Por isso, a analista não aconselha, não aponta direções, mas escuta esse impulso, partindo do princípio de que só a própria pessoa possui as respostas que procura.

Afinal, será mesmo que não sabemos o que queremos? Será que não temos a resposta? Ou talvez as coloquemos fora do alcance por saber, ainda que inconscientemente, que elas podem entrar em choque com aquilo que é esperado de nós, seja pela família, pelos colegas de trabalho, pelas normas sociais ou com aquilo que nós mesmos construímos a nosso respeito?


 
 
 

Comentários


bottom of page